quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Embriaguez Divina


"Vós já vistes pessoas embriagadas: os ziguezagues do seu andar estão também presentes no seu humor, que passa de um extremo a outro. Elas riem e depois choram; têm um ar de beatitude e depois de fúria; adormecem sobre a mesa ou partem tudo... Mas, na realidade, não é só o vinho que provoca a embriaguez, há pensamentos e sentimentos que se assemelham ao vinho: o ciúme, a cólera, os desejos sensuais, etc. Aqueles que são presa destes vinhos perdem-se nas brumas e nos vapores do plano astral, o seu procedimento e as suas decisões são pouco firmes.

Mas existe também uma embriaguez divina: o êxtase. E essa, pelo contrário, dá a visão clara, ilumina a consciência. Não é proibido embriagarmo-nos, foi Deus que inculcou esta necessidade no homem. Mas ele deve procurar a embriaguez no alto, na beleza, na luz, bebendo a água pura que jorra do cimo das montanhas espirituais. Bebei desta água e conhecereis uma embriaguez maravilhosa que vos dará o equilíbrio, a força e a clareza."

Mais um texto de Omraam Mikhaël Aïvanhov que nos serve de inspiração para comentarmos sobre as nossas vivências terrenas.

Como refere o autor não só com álcool se embriaga o ser humano. Também com os seus neurotransmissores o ser humano se pode viciar e ficar carente.

Isto quer dizer na prática que uma pessoa que na sua vivência tenha grande oscilações emocionais, fica viciada nas emissões de substâncias químicas produzidas pelas suas células nervosas. Tal como fica carente quando viciada em cocaína ou em outra qualquer droga.

Este simples fenómeno cientificamente provado, explica ao nível do nosso corpo e do nosso inconsciente que quando na nossa vida passamos por um período de fortes picos emocionais, de alguma forma ficamos viciados nessas mesmas emoções e tendencialmente procuramos mais vivências semelhantes, através dos nossos comportamentos e atitudes. Isto explica por exemplo todos aqueles que procuram desportos radicais, que ao ficarem viciados nas descargas de adrenalina, continuam procurando mais situações de risco.

De alguma forma esta é também a base fisiológica que explica a Lei da Atracção. Se nós nos viciamos a viver em sofrimento, então procuramos mais situações em que possamos sentir dor. Se nós nos viciamos em situações de violência de qualquer tipo, então procuramos situações extremas em que essa violência se pode desencadear.

Esta explicação fisiológica, da forma como o nosso corpo funciona, não nos pode servir de desculpa para não mudarmos a nossa vida. Tal como não serve de desculpa ao bêbado manter-se sempre embriagado ou ao fumador de tabaco continuar a consumir cigarros.

Deve antes dar-nos a base de reflexão de como podemos mudar a nossa realidade e projectar para o futuro uma vida mais calma e sadia… se de facto for essa a nossa escolha. Também, para aqueles que vivem permanentemente em sofrimento e dor ou em tristeza profunda, saibam que existe forma de sair dessa situação e por favor não continuem a sentirem-se vítimas das circunstâncias pois isso é uma imensa ilusão.

Tal como todos os viciados há que primeiro ganhar consciência da forma como se manifesta o vício em nós. Há que ter vontade e força de vontade para querer mudar e mudar.

Tal como vamos buscar e atrair situações de dor e sofrimento também podemos buscar situações de prazer e êxtase. Tudo depende da nossa mente e da forma como nos deixamos seduzir pela “droga” que nos vicia. No caso da viciação emocional, as drogas são neuropeptídeos que nós próprios produzimos em nosso corpo e por isso estão sempre disponíveis.

O que podemos então fazer para sair destes ciclos viciosos? – Perguntarão.

Basta de uma forma consciente procurarmos situações mais calma no domínio emocional. Sentir as emoções mas saber geri-las e ganhar consciência que mesmo depois da maior das adversidades há sempre novas oportunidades para uma vida melhor e reencontrar novos momentos de rara felicidade.

Ao acalmarmos a nossa mente e os nossos pensamentos vamos também reduzir a nossa carga emocional e por isso a nossa necessidade dessas “drogas” humanas.

É esta a caminhada que nos ensina o autor através da "Embriaguez Divina" e do que ele nos revela. A meditação sistemática, as leituras, a música calma, o contacto com a Natureza, a redescoberta da beleza da vida, dos sabores, dos cheiros, da cor… são tudo processos de cura que nos levarão seguramente a outros níveis de consciência e ao bem-estar.

Está nas tuas mãos a escolha. O que preferes?

Não penses que não consegues… Começa já hoje e verás o milagre da mudança que vais operar na tua vida. Pois Deus ama imensamente todos os seus filhos e deseja incessantemente que eles atinjam a felicidade suprema de se assumirem como seus filhos muito amados.

Fiquem bem...

(A Mónada)

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Aprender a Caminhar


Caminhar no silêncio
é necessário destreza,
paciência e lucidez.
Ter força na espera, na solidão
e controlo de pensamento,
aprender a ouvir
no silêncio.

Existem sons e imagens
que nos fazem criar um ambiente
que existe
porquê …
para sair de nós
a força, a calma e a certeza
do que é necessário.

Nada é fácil
também é uma lição para a vida,
é mais fácil o ritmo
pelas várias opções que nos dá.

Podemos escolher
agora, no silêncio
é preciso força e determinação.
Saber aguardar,
a espera é longa,
confio no triunfo
de que valerá a pena
caminhar no silêncio. 


Rosa

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Bocejar


Um acontecimento interno súbito, que estica os músculos de dentro para fora, o bocejar é uma forma revigorante de exercício para pessoas que são natural, e imperdoavelmente, preguiçosas. Como programa de fitness, é, de facto, bastante eficiente.

Ao princípio sentimos o bocejar como um minúsculo vórtice de baixa pressão algures no meio da cabeça. Logo se espalha por todo o corpo num movimento em espiral, como um remoinho: dilata a sua faringe, laringe, narinas e canais brônquicos; erguem-se as sobrancelhas e os ombros; o diafragma baixa, para permitir que os seus pulmões expandam; obrigam o coração a correr e aumenta o fluxo de sangue ao cérebro. Depois, numa reviravolta dramática, regressa à sua cabeça, onde consegue que a sua língua se recolha e força as mandíbulas a moverem-se para os lados e para baixo.

Tudo isto acontece em menos de seis segundos. Quando acaba, sente-se um pouco abananado, tavez, mas muito mais maleável.

É crença comum que o bocejar é a resposta do nosso corpo a um excesso de dióxido de carbono no sangue. Quando bocejamos, libertamos uma onda de oxigénio para o cérebro. Mas alguns neurologias discordam. Sujeitos a quem foram administradas baforadas de oxigénio continuam a bocejar.


A propósito já bocejou hoje?Um reflexo misterioso, o bocejar parece estar ligado à saúde: pessoas que estão gravemente doentes, ou com psicoses agudas, raramente sentem necessidade de escancarar o rosto desta maneira.

O bocejar liberta um funil de energia, que viaja pelo seu corpo, desentupindo túneis parcialmente bloqueados – os canais auditivos, as passagens lacrimo-nasais e os canais linfáticos, assim como ventiladores maiores, como a traqueia e os pulmões. Pode sentir os ouvidos a estalar à medida que a pressão nivela entre este labirinto interno e o mundo exterior.

Bocejar é de tal maneira agradável que é contagioso – outro enigma científico. Poucas pessoas conseguem resistir à visão de alguém a deixar cair o queixo sem se sentirem de imediato compelidas a fazer o mesmo. Às vezes a simples menção da palavra bocejar numa conversa é suficiente para lhe dar cócegas no nariz, pôr os seus olhos a lacrimejar, e fazer o interior da sua boca esticar-se como um elástico.

Uma explicação para este fenómeno poderia ser de que, afinal, estamos todos interligados entre nós. É quase como se a raça humana fosse um enorme sistema de ventilação para as almas.

Bocejar em público não é aconselhável. De repente pode assim dar início a uma reacção em cadeia de proporções tremendas.


Mas sempre que puder e estiver sozinho boceje. Afinal até faz bem à saúde.

(texto adaptado de autor desconhecido)


Fiquem bem.

(A Mónada)

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A Verdadeira Comunhão


"Enquanto não tiverdes aprendido a alimentar o fogo na vossa alma, de nada serve reclamardes a presença divina. Mesmo que alguém vos dê essa presença, vós perdê-la-eis muito depressa, pois um fogo que não sabeis alimentar em vós apaga-se. Vós gostaríeis de receber a Divindade como os cristãos recebem a hóstia que o sacerdote lhes dá. Mas Deus não está na hóstia; o estado divino é algo que cada um de nós deve preparar, conquistar, alimentar.

Aquilo que a Igreja inculcou na mente dos seus fiéis nem sempre está em conformidade com as leis divinas. Por que é que ela se apropriou do direito de dar Deus? Ela diz: «Abri a boca. Ao abençoar a hóstia, nós fornecemos-vos o divino.» E, deste modo, ela mantém os cristãos na preguiça; é por isso que tantos deles ficam dependentes e fracos. Jamais alguém vos dará Deus. É a vós que cabe encontrá-l’O, esforçando-vos todos os dias por vos tornardes condutores da Sua sabedoria e do Seu amor; e, quando Ele penetrar em vós, saboreareis a vida eterna."

Texto de Omraam Mikhaël Aïvanhov

Não deveis entender este texto como uma qualquer crítica a alguém ou à prática religiosa Católica da comunhão, pois não é disso que se trata.

Este texto é muito importante para vos chamar à atenção de que Deus mora em vós e que não precisam de o ir procurar fora de vós. Antes porém, há que sentí-lo dentro de cada um de vós e de nada servirá comungares todos os Domingos na missa se não sentires estares em comunhão permanente com esse fogo da alma onde mora Deus em ti. Isto sim!... É estar em comunhão com o Cristo que há em ti.

O autor também refere que algo mais se deve passar em nós. Mais uma vez de pouco servirá se formos todos os Domingos à missa e depois na nossa vida de todos os dias nada alterarmos e aprendermos, como se esta rotina ou ritual fosse suficiente. Não podes ficar em comunhão apenas por alguns minutos ou horas que sejam…

Tu tens de ganhar consciência que como filho de Deus, tu também fazes parte da GRANDE família Cósmica que Deus é. Tu e Deus são um Só.

Por isso, nesse acto simbólico da entrega da hóstia, ninguém te dá Deus pelo simples facto de que ninguém te pode dar o que tu És. Será que ainda não sentiste isto? Será que ainda não te deste conta da eternidade da tua alma? Daquele fogo que em ti arde sem se ver? Daquele AMOR imenso que DEUS É e do Qual tu és uma parte?

Então estás a dormir profundamente na ilusão do EGO que julgas ser… mas não és.

Está na hora de Despertar para uma Consciência Maior. Está na hora de abrires os olhos do teu coração e veres através da tua consciência as tuas múltiplas dimensões. Está na hora de fazeres despertar a mestria que há em ti. Está na hora de permitires que Jesus Cristo se manifeste no teu coração e na tua Consciência para que se realize o milagre da tua ligação por fusão em Mãe/Pai.

As religiões e os seus rituais não servem para mais nada senão para te encontrares com este maravilhoso e ardente fogo que há na tua alma e que é verdadeiramente o que tu és.

Vá… agora que já despertaste para o Ser, já não podes mais voltar a adormecer e a deixar que tem embalem em rituais que já não fazem mais sentido, pois tal como refere o autor do texto, é a ti que te compete alimentar esta caminhada para Deus, mergulhando em ti, sentindo o calor do AMOR Divino que há em ti. Fazendo despertar a sabedoria e o imenso desejo de estares em permanente fusão com a tua família de LUZ.

Pois Tu és LUZ… Tu és Deus… Tu foste redimido por Jesus em seu profundo AMOR por ti.

Sente esse mesmo Jesus dentro de ti e estarás sempre em Comunhão e Graça.

Fica bem

(A Mónada)

domingo, 30 de julho de 2017

Superação


"Todos temos medo de muitos dos desafios que a vida nos apresenta. E é preciso confessar que às vezes fugimos deles. É fácil nos desviarmos de nossas responsabilidades e lançarmos a culpa dos nossos dissabores nos outros…

É fácil também dizer que entre os seres humanos isso é absolutamente natural…
Essa atitude, porém, é pouco eficiente. Por isso sempre é preciso buscar muita coragem e força para revelar pensamentos, sentimentos e ideias de maneira aberta, sincera e honesta, procurando enfrentar os desafios. 

Para isso inspire-se em heróis, guerreiros e aventureiros… Ao conhecê-los profundamente você descobre que muitos também fugiram de suas adversidades. Contudo, por mais que a fuga parecesse o melhor caminho, havia sempre um incômodo e uma insatisfação em sua mente e em seu coração que lhe faziam voltar e encarar firmemente a situação, adentrando a misteriosa e perigosa jornada rumo ao desconhecido.

Portanto, o herói ensina que a motivação para enfrentar a adversidade está na coragem de assumir o risco de perder tudo por algo que faça valer a pena viver.”

Texto de autor desconhecido que nos leva a refletir sobre as adversidades que atraímos para a nossa vida e que nos leva ao grande confronto entre a essência do nosso Ser e os medos.

Será que todos nós, que estamos encarnados, numa determinada altura da nossa vida somos confrontados com os nossos medos? Quem não os tem?

Uns mais do que outros temos fobias, medos que nos parecem ser inatos e que na maioria das vezes correspondem a medos que advêm de outras encarnações. Para que estes medos possam ser resolvidos há que trazê-los ao conhecimento e discernimento da nossa consciência. Perceber que há mais vida para além do medo e tentar superá-lo.

Não é fácil mas a maneira mais eficaz é enfrentá-lo e com sabedoria e mestria superá-los. Quando esses medos são fobias normalmente isso tem implicações físicas importantes e superar as sensações e todos os alarmes e até dor que o nosso corpo nos transmite é muito complicado.

Tomar consciência da origem do medo é apenas uma primeiríssima etapa do processo de superação. O melhor caminho acaba sendo o trabalho de perdão, de Amor e carinho que possamos transmitir à nossa “criança interior” que mais não é que a nossa própria alma.  Todo o medo tem impacto direto na forma como a nossa Alma expressa o Amor e por isso acaba por ser também um trabalho de redenção.

Seguindo o exemplo inspiracional que nos refere o autor. Jesus pode servir-nos de fonte de inspiração e sobretudo como Ele assumiu a sua Paixão e Morte na Cruz.

A superação dos nossos medos opera milagres inacreditáveis, mas só os conseguimos através da compaixão e amor incondicional brotando dos nossos corações doloridos.

Sintam-se por isso imensamente amados para poderem superar as adversidades da vida.

Fiquem bem

(A Mónada)

terça-feira, 25 de julho de 2017

A Gratidão e a Abundância

"Pensai todos os dias em agradecer ao Céu até sentirdes que tudo o que acontece é para o vosso bem. A partir de agora, dizei:

«Obrigado, Senhor! Obrigado, Senhor!» Agradecei por aquilo que tendes e por aquilo que não tendes, pelo que vos alegra e pelo que vos faz sofrer. Assim, alimentareis em vós a chama da vida.

Eis uma lei que é preciso conhecer: nada pode resistir à gratidão.

Vós direis: «Mas como é que podemos agradecer quando estamos infelizes, doentes, na miséria? Nunca poderemos!» Sim, podereis, e é esse o maior dos segredos: mesmo infeliz, conseguir encontrar uma razão para agradecer. Sois pobres? Estais doentes? Agradecei, agradecei, regozijai-vos ao ver os outros ricos, com saúde, na abundância, e vereis... pouco a pouco, certas portas abrir-se-ão e as bênçãos começarão a fluir sobre vós.


Texto de Omraam Mikhaël Aïvanhov

Mais um excelente texto deste filosofo e pensador Búlgaro que nos explica o Poder da Gratidão e o efeito que ela tem para o sentir da nossa alma.

A maior parte das pessoas tem a noção de que só se deve sentir grato quando se recebe uma graça.

Eu pergunto e que maior graça pode existir do que o milagre de estar vivo e poder experienciar e aprender o caminho da Ascensão já nesta vida?

Sim porque, ultrapassando a adversidade, a dor, o sofrimento, damos entendimento que todos esses momentos são passageiros e contribuíram para o nosso crescimento e desenvolvimento espiritual.

Para além disso o simples facto de nos alegramos e regozijarmos com as coisas boas que acontecem aos outros é revelador de uma enorme Luz interior e de uma enorme compaixão, pois sabemos que toda essa abundância do Alto é proveniente.

É com toda esta gratidão no coração que a nossa energia muda e passamos também nós a sermos abençoados pela abundância dos céus que não tem de ser em géneros ou material. É sem o esperar que os milagres surgem não para nos premiar mas consolidar a nossa fé.

Os bens materiais não passam de energia que flui através do Amor para a nossa vida. A eles não devemos ficar apegados mas usufruir de acordo com a nossa missão.

No entanto fica ciente que a verdadeira abundância é aquela que sentimos quando flui o AMOR Maior no nosso coração e o partilhamos com todos aqueles que nos rodeiam. E quando assim é não temos carência de nada.

Ama a tua vida e serás imensamente amado pelos Céus.

Fica bem.

(A Mónada)